top of page

13.03.2026

trump-china-ira.jpg
MAR-0018-25-CAMPANHA-NOVAS-OBRAS-BANNER-300x250-01 (1).gif

O presidente americano parece não saber como lidar com a confusão trágica que ele próprio criou no Oriente Médio. A escalada militar contra o Irã já empurra o mundo para a beira de um colapso energético.

O isolamento político de Washington é cada vez mais evidente. Editorialistas de alguns dos jornais financeiros mais pró-capitalistas e pró-americanos do planeta vêm expressando preocupação aberta com a crise. A avaliação predominante é que a situação nasceu de uma decisão estratégica irresponsável da Casa Branca.

O apoio internacional a Trump é mínimo. Ele permanece relativamente forte apenas dentro de sua base conservadora nos Estados Unidos. Fora do país, sua política externa enfrenta desconfiança crescente.

Mesmo na Europa, o apoio é hesitante. Algumas lideranças manifestaram solidariedade inicial, mas trata-se de um respaldo tímido e oportunista. Nos bastidores, cresce o receio de que a guerra provoque uma crise energética global.

A decisão de Trump de suspender sanções contra a Rússia — algo que, aliás, deveria ter sido feito muito antes — também provocou irritação em diversas capitais europeias. Isso ocorre porque parte das elites políticas do continente continua prisioneira da obsessão russofóbica e da lógica da guerra na Ucrânia. Qualquer movimento que altere esse eixo provoca reações imediatas.

Agora Trump tenta abrir uma nova frente. Em postagem recente nas redes sociais, declarou esperar que vários países enviem navios de guerra para proteger o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz. Entre os países citados, aparece explicitamente a China.

“Esperamos que China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros enviem navios para a região”, escreveu.

A mensagem, porém, tem um significado estratégico mais profundo. Segundo análises que circulam em fóruns internacionais, o convite funciona como uma armadilha diplomática: qualquer resposta de Pequim pode ser explorada por Washington.

Se a China aceitar e enviar navios, legitimará uma coalizão militar sob liderança americana. Na prática, subordinaria parte de sua presença naval à arquitetura estratégica dos Estados Unidos e perderia a neutralidade diplomática que mantém em relação ao Irã. O custo econômico também seria alto: a China hoje compra petróleo iraniano com desconto, por meio de rotas e mecanismos financeiros paralelos. Participar de uma coalizão militar comprometeria essas vantagens e enfraqueceria o sistema financeiro alternativo que Pequim vem construindo.

bottom of page