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04.11.2026

Democratas conquistam Congresso em esmagadora rejeição a Trump

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Os democratas assumiram o controle tanto do Senado quanto da Câmara nessa terça-feira (3), obtendo vitórias esmagadoras em redutos republicanos pela primeira vez em gerações. Dezenas de milhões de eleitores enviaram, com isso, uma crítica contundente ao presidente Donald Trump.

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Os eleitores dos redutos conservadores, que haviam levado o presidente ao seu segundo mandato há apenas dois anos, mudaram drasticamente de lado em favor dos democratas, impulsionados pela frustração com a impopular guerra contra o Irã, pelo alto custo de vida e pela raiva contra a forma como Trump tem governado o país.

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O Kansas elegeu seu primeiro senador democrata desde a Grande Depressão, há quase um século. Na Carolina do Sul, estado onde Trump venceu por quase 18 pontos em 2024, os democratas derrotaram o candidato ao Senado escolhido a dedo por ele.

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No Texas, o maior Estado republicano, os democratas encerraram uma sequência de derrotas que durava décadas de forma arrasadora, conquistando uma cadeira no Senado e destituindo o governador Greg Abbott, que cumpria o terceiro mandato.

 

Os resultados darão início a uma nova era de governo dividido em Washington, após dois anos em que o Congresso, controlado pelos republicanos, raramente exerceu seu poder para conter Trump.

Assim que assumirem os cargos em janeiro, espera-se que os democratas usem seu poder para investigar o governo Trump, sua família e seus aliados, além de exigir concessões em relação a importantes projetos de lei. O Senado democrata poderá bloquear os indicados por Trump, incluindo quaisquer juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos (EUA), caso surja uma vaga.

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"Há agora uma reformulação geracional do mapa do Senado que vai mudar os Estados Unidos", disse Chuck Schumer, líder da minoria do partido no Senado. "Os norte-americanos votaram pela mudança, e agora os democratas devem cumprir o prometido."

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Trump, que está impedido pela Constituição norte-americana de concorrer a um terceiro mandato, exerceu controle férreo sobre seu partido durante a maior parte da última década. Mas o novo equilíbrio de poder em Washington pode acelerar sua condição de presidente em fim de mandato, à medida que a atenção se volta para a corrida presidencial de 2028 e os potenciais sucessores começam a disputar influência política em um mundo pós-Trump.

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Apesar das preocupações dos democratas de que Trump pudesse tentar anular os resultados eleitorais, como fez em 2020, o presidente aceitou o resultado, parabenizando os democratas em entrevista à Fox News. Ele também disse que trabalharia com os democratas em questões como a imigração, embora tenha ameaçado vetar qualquer projeto de lei "insano" que eles aprovassem.

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