04.08.2026
Recuperação de Jair é considerada supreendente

Quem viu a atuação de Jair contra o Fluminense, sábado, pela partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, dificilmente imagina que o volante havia somado pouco mais de 60 minutos em campo nos 11 meses anteriores. Depois de enfrentar a segunda grave lesão no joelho em menos de dois anos, o camisa 8 voltou a ser titular do Vasco justamente em um dos momentos mais importantes da temporada.
Jair sofreu a lesão em setembro do ano passado, na partida contra o Sport, pelo Campeonato Brasileiro. O volante rompeu parcialmente o ligamento cruzado anterior e o ligamento colateral medial do joelho direito, além de lesionar os meniscos. Era um cenário ainda mais delicado porque ele havia acabado de retornar de outra longa recuperação: uma ruptura completa do LCA do joelho esquerdo, sofrida no ano anterior.
A nova lesão foi encarada internamente com muita preocupação. Além da gravidade das lesões, havia uma apreensão com o impacto na sequência da carreira do jogador. O trabalho do volante com o Departamento de Saúde e Performance do Vasco foi primordial para a recuperação acima da média do jogador.
O entendimento era de que esse tipo de lesão apresenta um alto índice de atletas que não conseguem retornar ao nível anterior de desempenho — e, em alguns casos, até antecipam o fim da carreira. Aos 31 anos, Jair teria que enfrentar mais um longo período de recuperação física e também um enorme desafio mental. Ele havia ficado muito triste com a lesão em 2025, que veio durante um bom momento, logo depois de gol em clássico contra o Botafogo em jogo válido pela Copa do Brasil.
Depois de quase um ano afastado dos gramados, Jair voltou em um momento decisivo da temporada. A boa atuação diante do Fluminense mostrou que o volante pode se tornar um reforço interno para Pedro Emanuel justamente quando o Vasco divide as atenções entre a luta contra o rebaixamento no Brasileirão e os mata-matas da Copa do Brasil e da Sul-Americana.